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Preparar o mapa para entrega

Um mapa entregue circula sem o autor por perto: precisa trazer escala, orientação, fonte, data e sistema de coordenadas para que outra pessoa possa conferir e decidir. Aqui está como montar essa peça no QGIS 4.2 e qual especificação as entregas da disciplina seguem.

QGIS 4.2versão conferida
A4 paisagempágina padrão da entrega
PDF vetorial + PNG 300 dpiformatos aceitos
Temas 4 e 10onde o módulo é usado em aula
Módulo extra

O gerador de layout do QGIS 4.2

consulta

Este módulo não pertence a um tema só. Ele é usado pela primeira vez no tema 4, quando quatro classificações do mesmo indicador vão para a mesma página, volta no tema 10, na prancha de acesso à urgência, e vale para toda entrega de APS e para o projeto final.

Por que existe uma janela separada do canvas

O canvas do QGIS mostra o que você precisa ver enquanto trabalha, e o que você precisa ver muda a cada minuto: liga uma camada, dá zoom, mede uma distância, desliga a camada de novo. Nada disso tem tamanho de papel, margem, título ou fonte declarada. O canvas é instrumento de análise.

A prancha tem outro destinatário. Ela vai como anexo de processo, como slide de reunião de secretaria, como figura de relatório. Quem a lê não sabe qual camada estava ligada, em qual escala você olhava nem qual sistema de coordenadas mediu aquela área. Tudo isso precisa estar escrito na própria peça, porque a peça circula sozinha, e uma pergunta feita por quem recebe o mapa costuma chegar semanas depois, quando você já não lembra.

O layout de impressão, aberto em Project New Print Layout, é um segundo documento dentro do mesmo projeto. Ele tem página com dimensão em milímetros, itens posicionáveis e uma janela de mapa que aponta para o projeto, mas com escala e extensão próprias. Um projeto pode ter vários layouts, e todos ficam gravados no .qgz. A lista deles está em Project Layout Manager.

Definição

Visualizar e publicar são operações diferentes

No canvas, a escala é consequência do zoom. Na prancha, a escala é uma decisão declarada, que fica travada e aparece na barra de escala. Essa é a diferença que gera todas as outras exigências deste módulo: quando a escala passa a ser um compromisso, a fonte, a data e o sistema de coordenadas também precisam ser.

Criar o layout, nomear e definir a página

Antes de abrir o layout de impressão, arrume o projeto. O layout lê os nomes das camadas do painel Layers e a simbologia que estiver aplicada, então renomear setores_sp_capital_2022 — sem esgoto para Domicílios sem ligação de esgoto (%) economiza trabalho depois, na legenda.

  1. Abra Project New Print Layout. O QGIS pede um nome: use o nome do arquivo que vai ser exportado, sem acento e sem espaço, como acesso_urgencia_vale_do_ribeira. Esse nome é o que aparece no Layout Manager e o que você vai procurar em dezembro.
  2. Clique com o botão direito sobre a página e escolha Page Properties. Em Size, escolha A4; em Orientation, Landscape. A entrega da disciplina é em A4 paisagem, e o A3 fica reservado para recorte que não cabe legível em A4.
  3. Ligue as guias e a grade em View Show Guides e View Snap to Grid. Trabalhar com alinhamento livre produz peça torta, e a diferença aparece impressa.
Page Properties
Size
A4 (297 × 210 mm)
Orientation
Landscape
Margem útil
10 mm em cada borda
Background
branco, sem moldura decorativa
Erro comum

O layout mora no projeto, não no computador. Se você fechar o QGIS sem salvar o .qgz, o layout inteiro se perde, ainda que o PDF exportado continue na pasta. Salve o projeto antes de exportar, e não depois.

Item de mapa: inserir, travar a escala e travar a extensão

O item de mapa é uma janela que olha para o projeto. Ele não copia as camadas: se você desligar uma camada no canvas depois de montar a prancha, o item de mapa muda junto, a menos que você o trave.

  1. Use Add Item Add Map e desenhe o retângulo. Em A4 paisagem, o mapa principal ocupa da ordem de dois terços da largura, com o restante reservado para legenda, barra de escala e crédito.
  2. Com o item selecionado, abra o painel Item Properties. Em Main properties, digite a escala à mão, em número redondo: 1:250000, não 1:237418. Escala quebrada indica que ninguém decidiu a escala.
  3. Para reposicionar o território dentro do quadro sem mexer na escala, use a ferramenta Move item content. Arrastar o item move o quadro na página; arrastar o conteúdo move o mapa dentro do quadro.
  4. Marque Lock layers e Lock styles for layers. Daqui em diante o item de mapa ignora o que você fizer no canvas, o que permite montar duas pranchas com composições diferentes no mesmo projeto.
  5. Se o projeto tiver temas de mapa gravados, marque Follow map theme e escolha o tema. É assim que o tema 4 coloca quatro classificações lado a lado com um único conjunto de camadas.
Item Properties · Map
Scale
valor redondo, digitado
Map rotation
0,0° salvo motivo declarado
CRS
o CRS métrico da análise, não EPSG:4326
Lock layers
marcado
Follow map theme
quando houver tema gravado
Frame
linha de 0,2 mm, cinza escuro
Confira

Mude a escala do canvas e volte ao layout. Se o item de mapa não se moveu, a extensão está travada como deveria. Se ele acompanhou o canvas, você marcou o botão Set Map Extent to Match Main Canvas Extent e esqueceu de digitar a escala em seguida.

Sobre o CRS do item de mapa

O item de mapa tem CRS próprio, e ele governa a forma do território na página e o comportamento da barra de escala. Uma prancha em EPSG:3857 exibe barra de escala em metros que erra proporcionalmente ao cosseno da latitude, o que no Brasil chega a mais de 10% de exagero. Publique em SIRGAS 2000, no fuso UTM do recorte, ou em Albers quando a peça precisar comparar áreas.

Legenda: filtrar, renomear, agrupar

A legenda que o QGIS insere por padrão é um espelho do painel de camadas, incluindo o que não informa nada ao leitor: o mapa base, a camada de contexto em cinza, o nome do arquivo com data e sufixo. Legenda boa é a lista mínima do que precisa ser decodificado.

  1. Use Add Item Add Legend e posicione a caixa.
  2. Em Item Properties, na seção Legend items, desmarque Auto update. Sem isso, nada do que você editar sobrevive à próxima camada carregada no projeto.
  3. Selecione o que não informa e remova com o botão de menos: mapa base, limites de contexto, camadas de trabalho intermediárias.
  4. Renomeie cada item que sobrou com o botão de lápis, escrevendo o rótulo do jeito que o leitor lê, com unidade: Domicílios sem ligação de esgoto (%), Isócrona de 30 minutos pela rede viária.
  5. Agrupe quando houver duas famílias de informação, com o botão de grupo, e dê ao grupo um nome que oriente a leitura, como Acesso e Referência.
  6. Marque Only show items inside linked map para que feições fora do enquadramento não apareçam na legenda. Em atlas, restrinja também à feição da página atual, na opção equivalente logo abaixo.

Um limite prático: até seis itens de legenda em prancha A4. Passando disso, o leitor deixa de consultar a legenda e passa a adivinhar pela cor, e a peça perde a função. Se a análise exige mais de seis classes, o problema costuma estar na classificação, não na legenda.

Barra de escala: estilo, unidade e segmentos

A barra de escala existe porque a peça vai ser reduzida, ampliada e reimpressa, e a escala numérica escrita em texto deixa de valer no momento em que alguém aperta "ajustar à página". A barra gráfica sobrevive a isso.

  1. Use Add Item Add Scale Bar e escolha o item de mapa correspondente, se houver mais de um na página.
  2. Em Style, prefira Single box ou Line ticks up. Estilos com muitas subdivisões roubam atenção de graça.
  3. Em Units, escolha metros para recorte urbano e quilômetros para recorte regional. Deixe Label for units preenchido, m ou km: barra sem unidade não é barra de escala.
  4. Em Segments, use dois ou três segmentos à direita e nenhum à esquerda, com largura fixa em número redondo, como 5 km. A barra deve terminar num valor que o leitor consiga usar de régua.
Erro comum

Barra de escala sobre um mapa cuja escala não foi travada, ou cujo CRS é geográfico, mostra um número plausível e errado. Confira a ordem: primeiro o CRS métrico e a escala digitada no item de mapa, depois a barra.

Indicação de norte e grade de coordenadas, e quando dispensar cada uma

A seta de norte entra por Add Item Add North Arrow, que é um item de imagem já apontado para a pasta de setas SVG do QGIS. Em Item Properties, na seção de rotação da imagem, marque a sincronia com o item de mapa: assim, se o mapa for rotacionado, a seta acompanha em vez de mentir.

A seta é dispensável quando o mapa está com norte para cima, sem rotação, e o recorte é reconhecível pelo leitor, como a mancha urbana de São Paulo ou o contorno de um estado. Nesse caso ela só ocupa espaço. Ela é obrigatória quando existe rotação, quando o recorte é um retângulo sem referência reconhecível, ou quando a peça vai ser usada em campo.

A grade de coordenadas é configurada no próprio item de mapa, em Item Properties, seção Grids: adicione uma grade, escolha o intervalo em unidades do CRS, o estilo do quadro (a moldura em zebra é a convenção cartográfica) e o formato das anotações, em grau decimal ou em grau, minuto e segundo.

Grade é dispensável na maioria dos mapas temáticos, em que o leitor compara intensidade e não extrai posição. Ela passa a ser obrigatória quando a peça serve para localizar algo no terreno, quando instrui processo administrativo ou judicial, e quando o leitor vai precisar transcrever uma coordenada. Na dúvida, pergunte se alguém vai ler número de coordenada na peça: se ninguém vai, a grade só adiciona ruído.

Bloco de crédito, que não é opcional

O bloco de crédito é o que separa um mapa auditável de uma figura bonita. Ele entra como um único item de texto, em Add Item Add Label, com corpo pequeno, alinhado à borda inferior da página. Quatro informações são obrigatórias na disciplina: a fonte de cada base, a data de coleta, o sistema de coordenadas em que se mediu e a autoria.

Domicílios sem ligação de esgoto · São Paulo, SP · setores censitários
Fontes: malha e agregados por setor, IBGE, Censo 2022, revisão de 17/04/2025,
        coleta de 02/08/2026.
Sistema de coordenadas: SIRGAS 2000 / UTM 23S, EPSG:31983.
Método: razão entre domicílios sem ligação à rede e domicílios particulares
        permanentes; classificação em quantis, 5 classes.
Elaboração: [nome do aluno], InfoGeo · Insper, 2026.

Repare no que está declarado: a revisão da base, a data de coleta, o código EPSG, o denominador do indicador e o método de classificação. Cada um desses itens já apareceu como fonte de erro em algum tema do curso, e declarar é o que permite a outra pessoa refazer a conta e discordar do resultado com argumento.

Sobre a licença da fonte

Base do IBGE, do INPE e do DATASUS é de uso livre com citação da fonte. MapBiomas exige a citação da coleção usada. OpenStreetMap como mapa base exige o crédito © OpenStreetMap contributors na peça, sob a ODbL. Quando o mapa base aparece na prancha, esse crédito entra no bloco.

Mapa de detalhe, com o retângulo do mapa principal

O mapa de detalhe, ou inset, resolve dois problemas opostos. No primeiro, o recorte principal é pequeno e o leitor não sabe onde ele fica no país: o inset mostra o estado inteiro com o retângulo do enquadramento. No segundo, o recorte principal é regional e existe uma área densa que fica ilegível: o inset amplia essa área.

  1. Insira um segundo item de mapa, pequeno, num canto que não tenha informação relevante do mapa principal.
  2. Ajuste a escala dele para o contexto desejado, com Lock layers marcado e, em geral, com menos camadas: um contorno de estado e nada mais.
  3. No Item Properties do mapa de contexto, seção Overviews, adicione uma visão geral e aponte Map frame para o mapa principal. O QGIS desenha o retângulo da extensão do mapa principal dentro do inset, e ele se atualiza junto.
  4. Dê ao retângulo um preenchimento vazio com contorno vermelho de 0,4 mm. Preenchimento sólido cobre o contexto que o inset deveria mostrar.
Confira

Mude a escala do mapa principal e olhe o inset: o retângulo tem que mudar de tamanho sozinho. Se ele ficou parado, o Overview está apontando para o mapa errado, ou você desenhou um retângulo à mão em vez de usar a função.

Exportar: PDF vetorial e PNG com DPI declarado

As duas saídas servem a coisas diferentes. O PDF vetorial é o arquivo de arquivo: mantém o texto como texto, permite ampliar sem serrilhar e é o que vai anexado a processo. O PNG é o que se cola em slide, documento de texto e mensagem.

PDF

  1. Use Layout Export as PDF.
  2. Marque Always export as vectors. Sem isso, uma camada com transparência ou com efeito de desenho faz o QGIS rasterizar a página inteira, e o resultado é um PDF que serrilha no zoom.
  3. Em Text export, escolha Always export texts as text objects. Isso mantém o crédito pesquisável e permite a quem receber copiar o código EPSG em vez de digitar.
  4. Create Geospatial PDF é opcional e útil quando o destinatário vai abrir a peça em um leitor com suporte a camadas georreferenciadas. Ele engorda o arquivo.

PNG

  1. Use Layout Export as Image.
  2. Defina 300 dpi. É o mínimo aceito na disciplina, e a resolução em que texto de 8 pontos continua legível impresso. Uma prancha A4 paisagem a 300 dpi sai com cerca de 3.508 por 2.480 pixels.
  3. Deixe Crop to content desmarcado quando a peça for para impressão, porque o corte remove a margem que a impressora precisa.
O que não conta como exportação

Captura de tela do canvas, mesmo em tela grande, não é prancha e não é aceita como entrega. Ela chega sem escala declarada, sem crédito, na resolução do monitor, e com os painéis do QGIS aparecendo na borda. O mesmo vale para foto de tela.

Atlas: uma prancha por feição

Atlas é o mecanismo que gera uma página por feição de uma camada. Ele é a diferença entre montar dez pranchas municipais à mão e montar uma e mandar imprimir dez. No projeto final, é o que produz um mapa por distrito, por município ou por unidade de saúde sem repetir trabalho.

  1. No layout de impressão, abra o painel Atlas e marque Generate an atlas.
  2. Em Coverage layer, escolha a camada cujas feições viram páginas, por exemplo a malha dos dez municípios do recorte. Marque Hidden coverage layer se essa camada não deve ser desenhada.
  3. Em Page name, escolha o campo que nomeia cada página, como NM_MUN. Em Sort by, ordene por esse mesmo campo, para a saída sair em ordem previsível.
  4. No Item Properties do mapa principal, marque Controlled by atlas. Escolha Margin around feature, com 10%, quando as feições tiverem tamanhos diferentes, ou Fixed scale quando as páginas precisarem ser comparáveis entre si.
  5. Nos rótulos, use expressão em vez de texto fixo, para o título mudar a cada página. O nome da página está na variável @atlas_pagename, e qualquer atributo da feição pode ser lido diretamente.
  6. Em Output, monte o nome do arquivo por expressão. Percorra as páginas com as setas do painel para conferir antes de exportar.
  7. Exporte com Atlas Export Atlas as PDF. Escolha arquivo único quando a entrega é um caderno, ou um arquivo por página quando cada município recebe a sua peça.
'Domicílios sem esgoto · ' || "NM_MUN"        -- título que muda por página
'infogeo_projeto_sobrenome_' || lower(replace("NM_MUN",' ','_'))   -- nome do arquivo
Erro comum

Com Fixed scale, feições grandes vazam da moldura e feições pequenas somem no meio do branco. Com Margin around feature, cada página sai numa escala diferente, e comparar duas páginas passa a ser indevido. Escolha conforme o uso e escreva no crédito qual dos dois foi usado.

Salvar como template .qpt e reusar

Depois de montar uma prancha que atende ao padrão da disciplina, guarde a montagem. Em Layout Save as Template, grave um arquivo .qpt na sua pasta do curso. O template guarda os itens, as posições, as fontes e o texto fixo, mas não guarda as camadas: ele é a moldura, não o mapa.

Para reusar, há dois caminhos. Em um projeto novo, Project Layout Manager cria um layout a partir de template. Em um layout já aberto, Layout Add Items from Template traz os itens para dentro da página atual, o que é útil para importar só o bloco de crédito e a barra de escala.

Vale montar o seu template uma vez, no começo do semestre, com o bloco de crédito já estruturado e os campos de fonte e data em branco. As três APS e o projeto passam a começar do mesmo esqueleto, e o tempo que sobra vai para a análise.

Entrega

Padrão de entrega da disciplina

vale para as três APS e para o projeto

O que vem abaixo é especificação, não recomendação. Toda peça cartográfica entregue na disciplina, em APS ou no projeto, é conferida contra esta lista antes de ser lida pelo mérito da análise.

1. Página e formato

  • Página A4 paisagem, 297 por 210 mm, margem útil de 10 mm. A3 paisagem é permitido quando o recorte não fica legível em A4, e a justificativa entra no bloco de crédito.
  • Exportação em PDF vetorial, com Always export as vectors e texto exportado como texto. O PDF é a peça oficial.
  • Uma cópia em PNG a 300 dpi acompanha o PDF, para uso em slide e em relatório.
  • Captura de tela do canvas não é entrega.

2. Elementos obrigatórios na peça

  • Título que enuncia o que está sendo mostrado, com o recorte territorial e o período. "Domicílios sem ligação de esgoto · São Paulo, SP · Censo 2022" informa; "Mapa 1" não.
  • Item de mapa com escala digitada em valor redondo e camadas travadas.
  • Legenda com no máximo seis itens, com rótulos escritos para o leitor e com unidade explícita, sem nome de arquivo e sem o mapa base.
  • Barra de escala com unidade métrica declarada.
  • Indicação de norte quando houver rotação ou quando o recorte não for reconhecível; grade de coordenadas quando a peça servir para localizar em campo ou instruir processo.
  • Bloco de crédito com fonte de cada base, data de coleta, revisão da base quando existir, código EPSG do sistema de coordenadas em que se mediu, método em uma linha e autoria com data de elaboração.

3. Nomenclatura do arquivo

Tudo em minúsculas, sem acento, sem espaço e sem caractere especial, separado por sublinhado:

infogeo_<entrega>_<sobrenome>_<assunto>.pdf

infogeo_aps01_batista_soja_mt_quantis.pdf
infogeo_aps03_batista_acesso_urgencia_vale.pdf
infogeo_projeto_batista_esgoto_parelheiros.pdf
infogeo_projeto_batista_esgoto_registro.png

Em atlas, o nome de cada página segue o mesmo padrão com o nome da feição no fim, gerado por expressão. Arquivo chamado mapa_final_v3_ok.pdf volta para correção sem ser aberto.

4. O que reprova a peça

Qualquer um dos itens abaixo, isoladamente, invalida a entrega, e a peça é devolvida para refazer:

  • Ausência do código EPSG no bloco de crédito, ou área e distância medidas em EPSG:4326 ou EPSG:3857.
  • Ausência da fonte ou da data de coleta de qualquer base usada.
  • Escala não travada, escala quebrada ou barra de escala sem unidade.
  • Legenda com nome de arquivo, com camada de trabalho ou com o mapa base entre os itens.
  • Indicador apresentado como taxa sem o denominador declarado.
  • Captura de tela, PNG abaixo de 300 dpi ou PDF rasterizado quando o vetorial era possível.
  • Nome de arquivo fora do padrão da seção 3.
  • Crédito de mapa base ausente quando o OpenStreetMap aparece na peça.

Tabela de checagem, para usar antes de enviar

Percorra as onze linhas com a peça aberta na tela. A coluna da direita é o que o professor vai olhar primeiro.

#ItemOnde se confereReprova se
1Tamanho e orientaçãoPage Propertiesnão é A4 paisagem, sem justificativa de A3
2Escala do mapaItem Properties do mapaescala quebrada, ou camadas não travadas
3CRS da peçaItem Properties do mapa e bloco de créditogeográfico ou Mercator web em peça com medida
4Títulona própria páginanão diz o que, onde e quando
5LegendaItem Properties da legendamais de seis itens, nome de arquivo, mapa base listado
6Barra de escalaItem Properties da barrasem unidade, ou vinculada ao mapa errado
7Norte e gradena própria páginamapa rotacionado sem seta, ou peça de campo sem grade
8Bloco de créditorodapé da páginafalta fonte, data de coleta, EPSG, método ou autoria
9Denominador do indicadortítulo, legenda ou créditotaxa sem dizer sobre o que foi dividida
10Exportaçãoarquivo aberto fora do QGISPDF rasterizado, PNG abaixo de 300 dpi, captura de tela
11Nome do arquivogerenciador de arquivosfora do padrão infogeo_<entrega>_<sobrenome>_<assunto>
A mesma tabela é usada na banca do encontro 12, prancha por prancha, antes da arguição sobre a análise.
O que este módulo não resolve
  • Especificação não produz hierarquia visual. Uma peça pode cumprir as onze linhas e continuar ilegível, com camada de contexto saturada e cor sem ordem. Isso é assunto do tema 4, e o teste dos dez segundos do tema 10 é a forma mais rápida de detectar.
  • Nada aqui trata de mapa interativo. Webmap tem outras exigências, e a exportação com qgis2web reprojeta para EPSG:3857, o que impede medida. O tema 10 trata disso.
  • Impressão em gráfica pede sangria, perfil de cor e prova, que não são cobrados na disciplina.
Leituras

Para consultar ao montar a prancha

Base
Documentação oficial do QGIS, Training Manual, módulo Laying out the Maps. docs.qgis.org · base deste módulo, adaptada para a 4.2 e para o padrão da disciplina
Referência
Documentação oficial do QGIS, User Manual, capítulos sobre Layouts e Atlas generation. docs.qgis.org · para as opções que este módulo não cobre
Crítica
Mark Monmonier, How to Lie with Maps, capítulos sobre generalização e sobre a legenda. o que a especificação não pega: a peça correta que ainda engana